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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Violeta de cara nova!

         O blog está de cara nova! Resolvi dar vida a este blog novamente, e pretendo atualizá-lo regularmente não só com meus humildes textos, mas com referências a blogs e sites de pessoas que admiro, textos interessantes e livros ou filmes que recomendo.

         Adicionei uma nova página no blog, onde explico a origem do nome Violeta e o objetivo de minhas postagens (basta clicar no menu acima, na ala "sobre"). 
         Um pouquinho do que está lá:

"- Por que Violeta?
O nome Violeta refere-se a uma personagem de um poema escrito pela autora do blog aos 14 anos.


Suas madeixas douradas esvoaçavam por sobre o campo
Executando uma dança harmoniosa
Cujo vento liderava em júbilo.
Brilhavam ao receber os raios incandescentes do sol
E refletiam a luz solitária da lua.

Sorria através de seus olhos violeta ao vê-lo se aproximar
E, no mesmo instante,
Corria aos braços paternos que sempre a protegiam
Como a mais frágil das flores.

Sofia S. Botelho  08/10/2008
14 anos."

Aguardem atualizações em breve!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O vento atravessava as portas rapidamente, movendo com delicadeza as flores que, em um bonito vaso, decoravam o aposento. Dentro havia apenas silêncio. O farfalhar de folhas era percebido por ela, enquanto o sussurro de seu próprio lápis ao roçar no papel a alegrava: há muito tempo não escrevia.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lágrimas do Vazio

         Era desejado por todas as mulheres da cidade. Um grande partido, como elas mesmas diziam. Sorria por todas as esquinas, inúmeros acompanhantes à sua volta. De terno, elegante, passeava por entre as lojas, arrancando suspiros das moças transeuntes. Em seu trabalho, ocupava o mais alto dos cargos, ambição de sua vida. Viajara por inúmeros países, conhecera donos de grandes empresas internacionais. Fora convidado para jantares e festas extravagantes de pessoas que conhecia apenas o nome. Vivera diversos relacionamentos com as mulheres mais bonitas de seu círculo social. Possuía as últimas e mais caras novidades do universo tecnológico e automobilístico.
         No entanto, faltava-lhe alma.
         E por isso, à noite, sozinho em seu quarto, consolado apenas pelo álcool, chorava silenciosamente.

         Chorava porque lhe faltava paixão
         Em sua visão, em seu tato, em seu sorriso.
         Faltava-lhe a admiração por coisas pequenas,
         Por um abraço carinhoso, pela inocência das crianças,
         Ou até mesmo pelo azul límpido do céu.
         Chorava por nunca ter vivido um amor sincero,
         Por nunca ter sentido lágrimas de alegria correrem por seu rosto,
         Por nunca ter vivido a música em seu coração.

         Mas estes motivos não conhecia,
         Chorava apenas.
         E esta era sua maior agonia.

Sofia S. Botelho
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